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Mostrando postagens com o rótulo Opinião

Desconhecimentos

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Que diferenças há entre o culto, o brega e o exótico? Culto é aquele que é amante e partícipe de um universo de cultura e arte que desconheço e que, nesse desconhecimento, considero superior ao meu. Brega é aquele que é amante e partícipe de um universo de cultura e arte que desconheço e que, nesse desconhecimento, considero inferior ao meu. Exótico é aquele que é amante e partícipe de um universo de cultura e arte que desconheço e que, nesse desconhecimento, considero exterior ao meu.

Dois apontamentos recentes que escrevi

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 (1) Leio que, em Patos de Minas, vendedor ambulante teve suas goiabas apreendidas por comercializá-las no centro da cidade, em que o comércio ambulante não é permitido. Nas demais partes da cidade, tal prática é permitida, desde que se tenha autorização, CNPJ, uniforme, crachá, rótulo, pagamento de impostos... Ou seja: desde que o vendedor em questão não seja pobre. É sinceramente vergonhoso e revoltante que, em Patos de Minas, seja proibido sobreviver. (02/07/2022)   (2) Leio a seguinte manchete: “15 ‘pacientes’ são resgatados de condições análogas à escravidão em clínica de reabilitação de Patos de Minas”. Fosse eu o autor da manchete, teria também escrito “clínica de reabilitação” entre aspas. (15/07/2022)

Por que temo a “microchipagem” obrigatória de cães e gatos em Patos de Minas

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Por meio do Decreto nº. 5236 , de 13 de maio deste ano, tornaram-se obrigatórios, em Patos de Minas, o cadastro e a identificação com microchip de todos os cães e gatos da área urbana do município. Segundo o artigo quinto do documento, “Os cães e gatos deverão ser cadastrados e identificados até o terceiro mês de idade. Parágrafo único. Os tutores de animais nascidos antes da vigência deste Decreto terão o prazo de 180 (cento e oitenta dias), prorrogável por igual período, desde que devidamente justificado pelo órgão responsável pela proteção animal para providenciar o cadastro e identificação dos animais”. A medida já está em vigor desde 16 de maio.   Embora, ao menos em aparência, os interesses com esse decreto sejam nobres — evitar o abandono de animais domésticos e facilitar a recuperação de um animal perdido —, a exigência da “microchipagem” é um tanto dura. Falo “ao menos em aparência” porque, atualmente, apenas seis clínicas veterinárias em todo o município estão habilit...

Pensamentos sobre o ato da escrita

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  (1) Às vezes, acho que escrever é inútil. Mas confesso que nunca pensei que ler fosse inútil. “Mas, para ler, é preciso que alguém escreva”, dirá-me alguém. Discordo: é também possível ler o que não está escrito — o que é, aliás, uma das coisas mais úteis do mundo.   (2) Se não gostas de mim, podes gostar, ao menos, de meu eu lírico. Se não gostas de mim, podes gostar, ao menos, de meu narrador em primeira pessoa. É por essa possibilidade adicional de te atrair a mim que ora escrevo.   (3) Perguntam-me se escrever vale a pena. Minha resposta é: hoje em dia, não. Não se usa mais pena para escrever. Mas ainda vale o lápis, a caneta, a tecla do computador.   (4) Hoje vi um livro sobre o ato da escrita. Era um calhamaço. Não o li, pois quero aprender a escrever sozinho.   (5) Há uma canção da banda Pink Floyd em que Stephen Hawking afirma que a fala permitiu que a humanidade construísse o impossível, e que tudo o que precisamos fazer é assegurarmos...

O que falta aos escritores patenses

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  (Este texto reflete minha opinião. Não falo, aqui, em nome do conjunto de escritores de Patos de Minas.)   Fui recentemente perguntado sobre o que penso faltar aos escritores patenses: se incentivos financeiros, se apoios culturais etc. Indaguei à pessoa que me fez essa pergunta se ela já havia lido algum dos meus livros. Ela disse que não. Ora, o que falta aos autores daqui é justamente isto: serem lidos.   Certa vez, pouco tempo após o falecimento do professor e escritor Milton Santos, a geógrafa Maria Adélia de Souza, então professora da Unicamp, foi convidada pelo reitor dessa universidade a participar de um evento em homenagem a Milton, que daria nome a uma praça da instituição. Surpreso, o reitor ouviu como resposta um sincero não de Maria Adélia. Posteriormente, ela explicou que a melhor homenagem a esse grande autor não era transformá-lo em nome de praça, mas, sim, fazer que suas obras sejam conhecidas, lidas, discutidas e disponibilizadas nas bibliotecas da uni...

Limpem as praças de Paris

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  Um vereador de Patos de Minas publicou, recentemente, nos stories do seu perfil no Instagram, foto de uma praça da cidade em que há um abrigo improvisado de uma pessoa em situação de rua, ao lado de objetos que, provavelmente, pertencem a ela. Na publicação, o legislador marca o perfil da prefeitura municipal e escreve: “(...) quero informar novamente que essa situação não pode continuar! Praça não pode ser moradia de cidadão. Alem disso, está acumulando uma sujeira grande no local. Portanto, se possível, pedir para podarem a praça e fazer a limpeza do espaço!”   Querendo ou não, a fala do vereador me soou um tanto higienista. Eu, em seu lugar, teria advogado, em primeiro plano, o cidadão na praça, não a praça em si. Algo assim: “Quero dizer novamente que esta situação não pode continuar! Um cidadão não pode ter uma praça como morada. Ela está suja, e ele merece uma morada limpa e digna para viver. Portanto, se possível, ajudem-no a ter uma condição de vida melhor e, em ...

O Estadão e a defesa do marco temporal

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  Uma das melhores formas de se ter uma ideia da “índole” de um jornal, isto é, de se conhecer a quem ele serve, é lendo os seus editoriais. E, tratando-se dos jornais hegemônicos brasileiros, como O Globo, Estadão e Folha de S.Paulo, não é preciso ser um analista de discurso para ver, de cara, que seus compromissos, muitas vezes, não são os melhores. A Folha, por exemplo, em editorial de setembro do ano passado , defendeu a volta às aulas presenciais ainda naquela época, argumentando que “Nesta altura, torna-se claro que a chamada segunda onda da pandemia é evento incomum”. (Recentemente, contrariando a falsa afirmação desse jornal, a quarta onda de covid-19 chegou à Alemanha.) Já o Estadão, em um de seus editoriais mais famosos, “Uma escolha muito difícil” , de outubro de 2018, demonstrou uma “incerteza” e uma falsa neutralidade nas eleições presidenciais — um de seus piores editoriais da história, que desmascara a sua imparcialidade de fachada até os dias de hoje. Mas, além da l...

O que está acontecendo com Angela Ro Ro?

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  Na noite de ontem, lembrei-me de uma belíssima interpretação de 2013 da música “Fogueira”, cuja letra é da compositora e pianista Angela Ro Ro, na voz de Maria Bethânia e de Angela e gravada pela Biscoito Fino. Hoje, observei que eu não lia, desde muito tempo, notícias sobre a Ro Ro, que já foi considerada pela revista  Rolling Stone a 33ª maior voz da música brasileira, e decidi procurar alguma coisa sobre ela na internet, especialmente em suas redes sociais.   Logo fiquei surpreso ao saber que, durante a pandemia, a compositora já pediu doações três vezes aos fãs, afirmando estar passando por dificuldades financeiras: no ano passado, em junho e em novembro; este ano, em junho. Angela Ro Ro informou publicamente os dados de sua conta, incluindo o seu CPF. “Quem puder depositar apenas R$ 10, agradeço” , disse ela.   Ademais, também me surpreendi ao saber que Angela, de 71 anos, namorava virtualmente uma jovem 50 anos mais nova do que ela desde dezembro do ...

Sites culturais e auxílio a artistas patenses

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  Ontem (27/05), a Câmara Municipal de Patos de Minas votou o Projeto de Lei nº 5242/2021, de autoria do Poder Executivo, que “Institui o auxílio emergencial ao segmento cultural de Patos de Minas, destinados aos artistas, em decorrência da suspensão das festas e eventos em 2021, por força da COVID-19.” Em carta ao vereador Ezequiel Macedo Galvão, presidente da Câmara, o prefeito Luís Eduardo Falcão escreveu: “O presente projeto visa credenciar trabalhador e trabalhadora da cultura, da cadeia produtiva dos segmentos artísticos e culturais: incluindo artistas, produtores, técnicos, curadores, oficineiros e professores de escolas de arte, para o recebimento do auxílio emergencial cultural de Patos de Minas.” Segundo o artigo 4º do projeto de lei, “O auxílio de que trata a presente Lei será pago em duas parcelas sucessivas, no valor de R$300,00 (trezentos reais) cada.”   No mesmo dia (27), o Jornal de Patos, importante site cultural da cidade, publicou a notícia “Vereador Las...

Não foi nada ocasional

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  Quando eu era pequeno, ensinaram-me na escola uma música de Pindorama. “Vera Cruz, Vera Cruz, [...] não foi nada ocasional” . Esses eram alguns dos versinhos daquela canção infantil e também política, que questionava poeticamente os interesses portugueses e a “descoberta” do Brasil. Mas, na “Pindorama de dentro de nós”, em Patos de Minas, o texto da música veio-me hoje à tona ao ler sobre uma suposta comemoração cruel relacionada ao hospital particular Vera Cruz.   Em vídeo amplamente divulgado nas redes sociais, um homem exibe um espumante, dá gritos de alegria e bebe-o do “bico” da garrafa, diretamente com a boca. Ao lado, há pessoas aglomeradas. A bebida é passada a um segundo homem, de máscara. Alguém diz a ele para que tirasse a máscara a fim de beber o líquido. Assim o sujeito o faz, com a mesma energia do primeiro. O vídeo termina.   Lembrei-me, quando o vi pela primeira vez, da atriz Ilana Kaplan, nova febre do mundo digital com a interpretação da person...

Didi e a Ivermectina

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Em postagem de hoje (8) no Instagram, a Prefeitura Municipal de Lagoa Formosa informou que “Um grupo de empresários preocupados com o acelerado crescimento de contágios e mortes causados pela Covid-19 em Lagoa Formosa, entraram em contacto com o prefeito Didi para contar com o apoio da prefeitura na distribuição de 30 mil comprimidos de Ivermectina”.   O primeiro parágrafo do texto da postagem já mostra por que veio ao mundo, ao citar o tal grupo de empresários “preocupados” com a pandemia. Uma trupe de empresários querendo Ivermectina para o povo: 30 mil comprimidos para uma população de 18 mil habitantes. Se o texto terminasse com essa única informação inicial, ele já seria digno de reprovação; infelizmente, a postagem prossegue.   “O prefeito, que inclusive é usuário do medicamento (sic), determinou à Secretaria de Saúde que promova a distribuição da substância. O medicamento ficará à disposição nas UBS’s - Unidades Básicas de Saúde e será destinado àquelas pessoas...

Lembranças recebidas

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“Os poucos versos que aí vão,/em lugar de outros é que os ponho./Tu que me lês, deixo ao teu sonho/imaginar como serão.” (Dorival Caymmi) Acabo de assistir a Dê lembranças a todos , documentário de 2018 sobre a vida de Dorival Caymmi. Fantástico. Os primeiros minutos já começaram muito saudosos: Bibi Ferreira (que hoje completa dois anos de falecimento) e Ângela Maria, entre outros artistas, falaram um pouco da grandiosidade desse tão importante cantor para a música brasileira. Costumo dizer que há duas famílias extremamente talentosas e relevantes na música brasileira: a família Veloso (Maria Bethânia, Caetano, Zeca, Moreno, Tom) e a família Caymmi (Dorival, Dori, Danilo, Nana, Alice...).   O filme revela a inspiração de algumas canções de Dorival e sua relação com a família e a Bahia. E mostra sua relação com Carmen Miranda, importante figura para sua projeção nacional, e com Stella Maris, com quem se apaixonou e se casou. Chama atenção também o lado artístico menos conhe...

Breve comentário sobre o Enem

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  O Enem 2020 foi um lixo, superando até as minhas pessimistas expectativas. A vontade que tenho é de pinicar os cadernos de prova. O Inep nunca mostrou ser tão incapaz e irresponsável quanto este ano. Para começar, a História foi apagada. Conforme apontou José Freitas Neto, professor de História da Unicamp e diretor da Comvest (comissão que organiza os vestibulares dessa universidade), o Enem “calou-se sobre as grandes questões e temas mais próximos dos séculos XIX e XX. O silêncio, em História, é mais revelador do que o que se afirma. Queremos ignorar os reais problemas de nossa sociedade? Ignorar o passado escravocrata e o autoritarismo ditatorial? Não houve guerra mundial, fascismo ou Guerra Fria no século XX?”.   Além de ter apagado a História, o exame cultuou a confusão nas questões de linguagens. Os gabaritos extraoficiais se dividiram várias vezes. Dependendo de qual eu seguia, minha nota era alterada em até 11%. Ontem, quando saiu o gabarito oficial do Enem, o Ine...

Paris não é aqui; Paris é logo ali

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  “E na TV, se você vir um [...] plano de educação que pareça fácil, que pareça fácil e rápido, e vá representar uma ameaça de democratização do ensino do primeiro grau, [...] pense no Haiti, reze pelo Haiti” (Caetano Veloso e Gilberto Gil).   Sei muito bem que não sou um cientista, um médico ou um professor, mas o que quero falar não parte de instrução, mas de experiência. Passei meus últimos doze anos, bem mais do que metade da minha vida, em escolas públicas no município de Patos de Minas. Foram nove em uma escola da rede municipal de ensino, no distrito de Alagoas, e três no IFTM.   Alguns chamam aqui de Paris de Minas. Definitivamente, Paris não é aqui. Mas está perto daqui: a apenas alguns minutos de caminhada de onde eu moro. De vez em quando, faço caminhada em seu “ boulevard ”. Certa vez, a elite de Paris de Minas batizou seu “ boulevard ” de “Avenida Liberd’arte”. Bonito nome. Os parisienses-mineiros são sempre muito criativos e engajados nas causas soci...

Quem é “@expondocasoescravo”?

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Não sei, e esse é o problema. Desde que o caso de Madalena foi noticiado no Fantástico, na semana passada, a página “EXPOSED CASO MADELENA” tem ganhado força no Instagram: já são quase 50 mil seguidores. Eu não vinha dando muita atenção à página, mas hoje um amigo meu comentou comigo que o perfil começou a arrecadar dinheiro, então achei necessário escrever este texto.   A primeira coisa a se considerar são as contradições do “@expondocasoescravo”. Este é um diálogo da madrugada de hoje, que está nos stories da página:   Interação: Será que o X vai continuar casado com a Y? @expondocasoescravo: Eles se separaram. Interação: O X e Y se separaram? @expondocasoescravo: Sim Interação: A Y não separou ela está em PM [Patos de Minas] junto com ele muita gente já viu eles juntos @expondocasoescravo: Ué se vc tá dizendo tão tá né... Interação: A Y NÃO SEPAROU @expondocasoescravo: De novo você? Já disse que se vc falou tá falado. Não vou te dar biscoito Interaç...

Patos de Minas precisa de jornalismo investigativo

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Vi muitas pessoas acusando os veículos de comunicação patenses de esconderem o caso de Madalena, revelado no último domingo em rede nacional. Supostamente, os jornais da cidade saberiam do caso e não o noticiaram. Acho muito improvável, e gostaria de dizer o porquê. Mas, antes de qualquer coisa, afirmo que meu intuito com isso não é defender a imprensa patense — na realidade, tenho severas críticas a ela —, senão fazer uma breve análise na posição de um leitor e consumidor dessa mídia.   Em primeiro lugar, acho improvável que a imprensa de Patos de Minas soubesse do caso porque, grosso modo, não existe jornalismo investigativo na cidade. Sei que o conceito de “jornalismo investigativo” é controverso, pois, a princípio, todo jornalismo é (ou deveria ser) investigativo. Mas me refiro ao que é feito por sites como The Intercept ou Agência Pública. Nunca li, por exemplo, uma matéria patense em que foi dito que uma informação foi obtida mediante a Lei de Acesso à Informação, algo qu...

Neil Diamond, um raro diamante apreciado por brasileiros

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  Imagem: capa do álbum Classic Diamonds , de Neil Diamond. Quem já assistiu alguma vez ao drama Fernão Capelo Gaivota ( Jonathan Livingston Seagull , em inglês), de 1973, lembra-se da monumental trilha sonora do filme. Em meio às tocantes cenas de Fernão, soa majestosa a voz do cantor americano Neil Diamond. Compreendendo-se um pouco de inglês, é impossível não se arrepiar nos momentos de “Dear Father, we dream...” e “Lost, on a painted sky...” . Neil tem uma poesia, um ritmo e uma sonoridade que alcançam a alma assim como o mar toca e envolve a areia da praia. Diamond fez muito sucesso das décadas de 60 a 80, compondo inúmeros hits . Mas o tempo passou, e ele foi perdendo pouco a pouco a fama. Seu gênero musical é quase que um gênero à parte. Mistura-se rock , pop , country , folk . Não se modificou com os novos ritmos do terceiro milênio. Em 2018, pouco antes de completar 77 anos, o astro anunciou que se aposentadoria das turnês, após ser diagnosticado com Mal de Parkinson....